10/01/2018

Meus Poemas-80

meus poemas-80

DORME.

Dorme a noite inteira, e ao acordar,
Fica aborrecido triste muito irritado,
Foi apenas ilusão de sonho passado,
Ficando o dia inteiro sem nada falar.

Sopra o vento veloz pela madrugada,
Vários conhaques no copo ele verteu,
Entre tristeza e lágrimas ele bebeu,
Assim passou o dia sem dizer nada.

Fica inquieto com os olhos fechados,
Como quem tem medo da realidade,
Mas o seu coração morre de saudade,
Dos abraços dos dias passados.
Por: António Jesus Batalha.

meus poemas-80-horizonte

HORIZONTE.

Surge a nuvem no horizonte,
E grande onda vem do mar,
Vem com força de um bisonte,
Carregando na sua fronte,
Energia sem fim no chegar.

A sombra depressa tudo cobriu,
Mudando paisagem de momento,
Em beleza extrema que se viu,
Formando regato, depois um rio,
Corre veloz soprada pelo vento.

Como belas melodias embriagantes,
Ilusões estranhas e surpreendentes,
Aves, répteis feras todos contentes,
Gentes alegres e muito sorridentes,
Todos mostrando suas cores berrantes.

Trazem seus braços magros errantes,
Ilusões tamanhas, que de momento,
Se perdem no infinito firmamento,
Ganham sorrisos de contentamento,
Tudo fica muito vazio como dantes.
Por: António Jesus Batalha.

meus poemas-80-rude

POR MAIS RUDE.

Por mais rude que ela seja,
Será por ela minha canção.
Sou um prato na sua bandeja,
Pois lhe servi o meu coração.

Sou servido, e ela é servida.
Da minha vida pobre usar,
Te pertenço por toda vida,
Nada nela como navio no mar.

Os sons se vão junto do vento,
Sem música alegre aos ouvidos,
Em rio de paz e contentamento,
Que corre em ambos sentidos.

Como notas, pausas e formatas,
Que acordes se juntam à melodia.
Sons que se quebram nas cantatas,
Transformados em pura fantasia.
Por: António Jesus Batalha.



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